HomeExtensão & InovaçãoUEM gradua 12 startups tecnológicas prontas para o mercado

UEM gradua 12 startups tecnológicas prontas para o mercado

A Incubadora de Negócios da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) graduou, Terça-feira (23/06), 12 startups tecnológicas que prometem contribuir para a transformação do tecido económico moçambicano, através de soluções inovadoras, sustentáveis e de elevado impacto social.
As startups foram incubadas no âmbito do Programa Maputo Digital Innovation Tech Hub (MDITecHub), implementado em parceria com a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) e o Centro de Informação e Educação para o Desenvolvimento (CIES).
O Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, destacou o compromisso da instituição com a promoção da inovação, do empreendedorismo e da transformação digital. “As soluções apresentadas abrangem áreas tão diversas como a gestão inteligente de stocks alimentares e a promoção da cultura, através de plataformas digitais, entre outras. Esta diversidade evidencia não apenas a criatividade dos empreendedores envolvidos, mas também a capacidade da juventude moçambicana de identificar problemas concretos e desenvolver respostas inovadoras para os mesmos.”
Para o Reitor, o verdadeiro desafio dos graduados começa agora, sublinhando a necessidade de consolidar os seus modelos de negócio, conquistar mercados, estabelecer parcerias estratégicas, atrair investimentos e garantir a sustentabilidade das soluções desenvolvidas.
A terminar, deixou um apelo aos parceiros institucionais, ao sector privado, aos investidores e às organizações ai presentes, para que continuem a apoiar estas startups, criando oportunidades para que possam crescer, gerar emprego e contribuir activamente para o desenvolvimento de Moçambique.

Na ocasião, a representante da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, Maria Cristina, reconheceu a qualidade dos projectos desenvolvidos pelos jovens empreendedores, destacando que a iniciativa tem gerado um impacto significativo na promoção da educação tecnológica e da inclusão social. “A transformação digital é uma ferramenta essencial para acelerar o desenvolvimento sustentável do país. Investir em competências digitais e em empreendedorismo não é apenas uma opção, mas uma condição fundamental para criar oportunidades para as actuais e futuras gerações”, afirmou.
Reiterou que a inovação não deve ser vista apenas como uma oportunidade de negócio, mas também como uma ferramenta capaz de gerar impacto social e contribuir para um desenvolvimento humano mais inclusivo.
Por sua vez, as startups graduadas manifestaram satisfação pela conclusão do ciclo de incubação, que representa não apenas a certificação da maturidade das suas ideias, mas também o início de uma nova etapa enquanto empresas operacionais. “A nossa inovação chama-se Cartuno, um website que ajuda pais e encarregados de educação a obterem informações sobre centros infantis, facilitando a escolha do melhor estabelecimento para matricular os seus filhos”, explicou Alice Agostinho.
Num exercício semelhante, Sumile Ibraimo desenvolveu uma plataforma global que facilita a conexão entre pessoas de diferentes nacionalidades, conhecimentos e experiências, promovendo a aprendizagem de línguas africanas e o intercâmbio cultural.

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